terça-feira, 25 de agosto de 2009

Por toda minha vida - Lenita Bruno e Orquestra - 1959

Antônio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes

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Música: Antônio Carlos Jobim
Poesia: Vinicius de Moraes
Arranjos: Maestro Leo Peracchi
Vocal: Lenita Bruno
Produção: Irineu Garcia

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Faixas
01 - Por Toda Minha Vida (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
02 - Serenata do Adeus (Vinicius de Moraes)
03 - Estrada Branca (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
04 - Soneto da Separação (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
05 - Valsa de Orfeu (Vinicius de Moraes)
06 - Canção de Amor Demais (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
07 - As Praias Desertas (Tom Jobim)
08 - Eu Sei Que Vou Te Amar (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
09 - Canta Canta Mais (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
10 - Modinha (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
11 - Cai a Tarde (Tom Jobim)
12 - Sem Você (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
13 - Eu Não Existo Sem Você (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
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CONTRA-CAPA:

A Poesia
Vinicius de Moraes é um grande poeta. No entanto isto não é condição para se fazer uma bela letra. Uma palavra, além do sentido verbal, tem uma sonoridade e um ritmo. Só um indivíduo como Vinicius, que conhece a música da palavra, que poderia ter sido um músico profissional, poderia ter feito as letras que fez.
Vinicius é o poeta que sabe comungar com um crioulo do morro e bater um samba com a faca na garrafa. Educado em Oxford, diplomata em Paris, triste em Strasburgo, escrevendo "Pátria minha" em Los Angeles, falando muitas línguas e sem deixar que se perceba isso, é sempre o homem que vê o lado humano das coisas.

A versatilidade do meu amigo é espantosa: tanto compõe um samba de morro (Eu e o meu amor) como uma valsa romântica e sinfônica (Eurídice) ou ainda uma "Serenata do Adeus"; tanto escreve um soneto (de Fidelidade ou de Separação) como uma "História Passional, Hollywood, Califórnia". Faz cinema, faz teatro e escreve crônicas deliciosas.
Tem o sentimento nato da forma que transcende o que possa ser ou foi aprendido.
Estas são umas poucas facetas do poliedro cujo número de faces tende para o infinito e que se chama Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes.


O Canto
Assim como o pássaro é aparelhado para o vôo e instintivamente conhece a velocidade do vento, a disponibilidade dos espaços e o perigo dos obstáculos, assim canta Lenita Bruno: - às vezes num vôo alto onde a orquestra lembra o mosáico das casas vistas de avião, às vezes varando quintaes e arvoredos num momento.
Assim, sobre a trama da orquestra surge o Canto; que é, em última análise, quem vai contar a verdadeira história deste L.P.
Lenita Bruno aqui se apresenta em toda doçura e plenitude de sua voz, o que empresta a esta gravação, creio, uma categoria inédita no Brasil. Sentimo-nos honrados com sua presença e agradeçemos a simpatia e a simplicidade com que acedeu ao nosso pedido: ser intérprete destas canções.


A Produção
Este L.P. nunca teria existido não fosse o desassombro de Irineu Garcia, que tem a coragem de lançar, nesta altura dos acontecimentos, um disco como este em que só as despesas da orquestra foram astronômicas.

Rio, abril de 1959.
Antônio Carlos Jobim


P.S. A quem não tenho permissão de citar nesta contracapa a minha gratidão.

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